sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cantar Funk é cagar pela boca

From ORKUT

É uma espécie de batida desconexa e repetitiva acompanhada por alguém desafinando ou grunhindo uma letra que até os chimpanzés achariam ruim.
O Funk é a perfeita fusão da estupidez, putas pagas, falta de talento e falta do que fazer. Funk também deriva do inglês Fuck ou Fucking já que é só e praticamente isso o que tem nas letras das "músicas".
"Cultura do funkeiro"

* Manifestações artísticas de funkeiro: Pichações no muro do preibói e tatuagem de maconha na testa.

*Manifestações sociais de funkeiro: Vai se fudê caraio!!! Seu branquelo de merda!! Zé povinho!!!

*Manifestações linguísticas de funkeiro: Véi, rapá, neguim, baurete, zé povim, bagulho.

*Manifestações comportamentais de funkeiro: Se foder num bailão do Mc Créu, atirar com um AK-47 no chefe da boca-de-fumo do outro lado do morro, matar o pai, aparecer todo dia de manhã em casa cheirando a esperma com os olhos vermelhos e lábios secos e larica.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cabral diz que "funk" é "importante manifestação cultural"

Lendo o jornal de cerca de um ano atrás, eu soube que o governador do RJ, Sérgio Cabral Filho, vai dar incentivos financeiros a tosqueira conhecida como "funk" carioca, que ele define como "importante manifestação cultural" do Rio de Janeiro. Será que ele sabe o que está dizendo? Lamentável.

Nos últimos tempos, noto que a verdadeira cultura, se não está morta, perdeu a sua força. Foi substituída pelo entretenimento, caracterizado por atividades de lazer sem intenções de desenvolver o intelecto e o caráter da população brasileira. Como apenas o entretenimento chega ao conhecimento das pessoas de baixa escolaridade ou de senso crítico limitado, mas o rótulo "cultura" consegue chegar até eles, essa parcela da população - que, digamos, é bem expressiva - pensa que o entretenimento puro é "a cultura".

O "funk" carioca não possui características que o definam como "cultura". Compare a definição de cultura com as características do "funk":

CULTURA: forma de expressão, identidade e costumes de um grupo e a contribuição desta forma para o desenvolvimento intelectual e do bem estar desse mesmo grupo.

Características do "funk" carioca:

- É "produzido" por gente de baixíssima escolaridade e escassa informação cultural;

- A informação cultural é limitada ao que aparece no rádio e na TV;

- Coreografias ridicularizantes e humilhantes;

- Comportamento grotesco que lembra o de homens das cavernas;

- Apologia ao sexo, a violência e a valores fúteis;

- Ausência de preocupação quanto a melodia e arranjos, além de letras toscas com rimas óbvias;

- Claras intenções de ganhar dinheiro com a atividade;

- Fácil permuta com outros modismos;

- Patrocínio de pessoas envolvidas em atividades ilícitas;

- Criado como diversão pura, sem compromissos artísticos ou intelectualizantes;

- Arrogância agressiva e incapacidade de aceitar conselhos alheios;

- Estímulo a alienação e a acomodação do povo pobre, apesar de pose de "conscientizado";

- Nenhuma preocupação em desenvolver o intelecto da público-alvo;

Como uma "legítima manifestação cultural", pode ter essas características acima? Como algo que contribui para o atraso e a acomodação de um povo pode ser respeitado como "cultura superior"?

Ou o governador não sabe o que é cultura ou ele está querendo utilizar o "funk" carioca como meio de imobilização social, para que a população do Rio de Janeiro continue burra e alienada, feliz com os problemas de nosso cotidiano e assim, deixando a elite sossegada com o seu excesso financeiro e seu poder cada vez mais manipulador e egoísta, mantendo perpétua as desigualdades e enganando a população ao colocar o consumo no lugar de qualidade de vida.

Entretenimento é consumo, cultura é qualidade de vida.

E o "funk" o retorno definitivo e irreversível à Idade da Pedra.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Dá para seguir conselho de quem não serve como exemplo?

Ainda há pouco, um amigo no Facebook postou um cartaz onde aparece uma frase até boa, exemplar, mas a sua autoria foi atribuída a Mister Catra, que todos sabem - e ele mesmo não cansa de alardear seus defeitos (que para ele são "qualidades") - não é exemplo de humanidade para ninguém.

Tudo bem colocar frases que a gente gosta. Mas será que ditas por alguém que não serve como exemplo de caráter e inteligência, merecem ser seguidas. Será que Catra,um cara que não segue seus próprios conselhos, merece ser seguido? Claro que não. Frases lindas ditas por alguém como ele, soam hipócritas, pois está na cara que ele não as citou porque faz parte da filosofia dele. Foi para parecer "melhor" do que realmente é.

Muito fácil posar de cidadão responsável sem ser de fato. Ser, exige esforço e uma revisão de conceitos. E o pior: exige a recusa em muitos benefícios que consegue por uma vida alienada e irresponsável. No Brasil, é muito difícil abandonar convicções erradas quando se é beneficiado por elas. As pessoas só mudam de pensamento ou estilo de vida quando isso gera algum dano.

Catra além de deturpar a cultura nacional com a sua música de péssima qualidade, cheia de mensagens que estimulam uma vida grotesca e alienada, ainda é assumidamente machista e dizem, usuário de drogas e possivelmente amigo de seus vendedores - patrocinadores de sua "música", que na verdade não passa de barulho. Essas informações não estão confirmadas mas há indícios disto, até pelo ambiente onde vive e atua. Verdade ou não, Catra é com certeza alguém para ser ignorado.

Catra, apesar de ficar choramingando por espaço na mídia, o tem em abundância na Rede Globo, sua tutora invisível que lhe dá amplamente o microfone para o "admirável" funqueiro destilar as suas bobagens que só fariam sentido na Idade da Pedra. Se dermos razão a Catra, jogamos no lixo tudo que aprendemos desde então.

O bom senso e a lógica dizem que, para que um conselho possa fazer sentido, deve ser dito por alguém que tenha a capacidade de seguir o mesmo. Uma pessoa que gosta de dizer frases bonitas mas que em seu estilo de vida mostra total incoerência e em vários casos, contradição com o que diz , na verdade se torna um hipócrita, por defender na conversa algo que não consegue por em prática em seu cotidiano. Ou seja, suas belas frases perdem força.

Mas não precisamos de bons conselhos vindos de hipócritas. Não faltam bons exemplos que podem nos dar lições muito mais proveitosas que este "distinto" senhor. Antes de ouvirmos o que alguém diz, é preciso que conheçamos seu estilo de vida e suas ideias para vermos se o que ele diz não passa mesmo de uma autopromoção barata.

Na verdade, precisamos mesmo é de bons exemplos. Pessoas que não se limitem a falar bonito, mas a agir com responsabilidade, dando sentido às suas frases, evitando a hipocrisia e mostrando, através da atitude e do bom exemplo, como se deve realmente fazer para que vivamos em uma sociedade que deveria ser cada vez melhor e não está sendo, graças ao imerecido prestígio que certas pessoas possuem.

Definitivamente, dar ouvidos a um cara como Catra é jogar no lixo uma valiosa oportunidade de crescimento moral e intelectual. Quem dá razão a Catra só perde com isso.

domingo, 9 de setembro de 2012

Álcool, o elixir dos alienados

Já repararam que quanto mais a pessoa bebe, mais conservadora e acomodada ela fica? As pessoas que tem o hábito de beber álcool regularmente - salvo raríssimas (e põe raras nisso!) exceções - costumam não serem muito questionadoras, aceitando tranquilamente o mundo do jeito que está, por maiores que os problemas sejam.

Há muito se sabe que bebidas alcoólicas danificam e em alguns casos, matam células cerebrais, atrofiando algumas faculdades e deixando as pessoas inúteis e até chatas. Quem bebe fica sem controle durante a embriaguez, mas quando se recupera de uma crise ébria, muitas vezes não volta a ser 100% como era antes.  Se há possibilidade de recuperação cerebral, só se a pessoa abandonar o álcool de uma vez por todas e aguardar alguns anos para recuperar a capacidade perdida.

Mas isso é muito difícil, quase impossível, pois as bebidas alcoólicas, sejam destiladas ou fermentadas, são todas bebidas rituais na sociedade. Ou seja, quem bebe esse tipo de bebida faz com a intenção de fazer ou manter amizades. Como o ser humano é um ser social, todos ficam com medo de recusar uma bebida ritual e correr o risco de perder boas oportunidades de sociabilização, já que ninguém vive sozinho.

Com isso fica difícil melhorar as coisas, já que nossa humanidade, refém do álcool, prefere perder muitas coisas do que deixar de consumir nem que seja um só gole de um elixir que traz as supostas alegrias da vida em grupo, mas que pode cobrar depois um preço bem caro ao indivíduo e à sociedade da qual pertence.

Interessante o fato dos consumidores regulares de bebidas alcoólicas nunca contestarem nada que esteja ao seu redor. Nem mesmo contestar a dispensável e inútil regra social que os obriga a beber, eles conseguem.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

DJ MARLBORO CONTRA O "FUNK PORNOGRÁFICO"? FALA SÉRIO!!!


Por Alexandre Figueiredo - Extraído do Mingau de Aço

Um dos nomes mais pretensiosos e demagógicos do "funk carioca" é também um de seus maiores empresários. Fernando Matos da Matta, o DJ Marlboro, é famoso por dar declarações infelizes sobre o ritmo, não raro falando frases provocativas e mentirosas.

Ícone do chamado "funk exportação", onde a mesmice tradicional do "pancadão" é apenas tapeada por um "tempero de sampleagens" feito para turista inglês ver - e que, nem por isso, faz o ritmo ficar mais criativo - , o empresário-DJ deu uma entrevista recente à equipe do programa Profissão Repórter, no qual reforçou todo o pretensiosismo que alimenta a propaganda tendenciosa do gênero.

O DJ que um dia, cinicamente, disse que o "funk carioca" é "a verdadeira MPB", tenta reafirmar a suposta "miscigenação cultural" do ritmo, que não é mais do que um artifício publicitário. Afinal, ele é um dos nomes funqueiros que mais cobram caro por apresentação, tentando atrair os consumidores de classes mais abastadas.

E os jovens, mergulhados na mais gritante mediocrização cultural, mergulham direto. E o DJ Marlboro, rico e dotado de muito estrelismo - num tipo de arrogância pouco reconhecível por muitos, que é a arrogância dotada de muita simpatia, um narcisismo cordial - , ainda tentou dizer que "não toca o funk pornográfico".

O poder de influência do DJ Marlboro é tal nas Organizações Globo que durante um bom tempo ele estabeleceu uma cláusula contratual na qual atores e atrizes emergentes tinham que dançar um "baile funk" para manter contratos com publicidade e ganhar papéis de destaque em novelas da Rede Globo, sob pena de serem jogados ao ostracismo.

A manobra fez com que muitos atores jovens tivessem que "cair até o chão" na competitiva disputa de papéis de destaque em novelas, já que vários deles vieram do seriado Malhação ou faziam papéis secundários em novelas.

Quanto à suposta recusa do "funk pornográfico", para um DJ que fez parcerias com o É O Tchan através do CD Funk do Tchan (2001) e colocou as dançarinas do Bonde das Gostosudas para acompanhá-lo em eventos, a declaração soa bastante oportunista, se observarmos que quase todo "funk carioca" é pornográfico.

A própria "coreografia" do "funk carioca", inspirada claramente na "dança da boquinha da garrafa", é um bom indício disso. Não há como desmentir. E o DJ Marlboro sempre apoiou, com gosto, o "funk pornográfico", da mesma forma que o "sertanejo universitário" nada seria se não fosse Zezé di Camargo & Luciano.

Portanto, no brega-popularesco, os "pais" renegam seus "filhos", na tentativa dos primeiros soarem "melhores". Mas não são. E não convencem renegando o apoio que sempre tiveram no agravamento da mediocridade cultural que está tomando quase todos os espaços da cultura brasileira, infelizmente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Música Brega foi feita para ser Comédia

Em tempos de decadência cultural, somada a ascenção das classes populares - chamadas de nova classe "C", através do consumismo, nota-se uma priorização da breguice e outras tendências que o bom senso considera ridículas.

Brega nunca foi feito para ser levado a sério, como está sendo, infelizmente, nos dias de hoje. A importância do brega para a cultura nacional é totalmente nula. Só serve para diversão mesmo. Como tirar lições de vida a algo criado por mentes tão ocas?

O problema é que a chamada "cultura" brega está sendo levada a sério por muitos, chegando a parecer que a cultura brasileira vai se "evoluir" com a aceitação de sua ruindade. Como se hoje ser ruim significa ser "melhor".

Mas o que muitos não sabem é que a música brega foi feita mesmo para ser comédia, para ser alvo de risada. Feliz é quem pensa desta forma. Reginaldo Rossi e Sidney Magal resolveram assumir como comediantes e se deram bem. Tanto que eu nem falo mal deles, pois eles entenderam a verdadeira função da breguice. Se Ivete Sangalo e Zezé Di Camargo, por exemplo, se assumissem como ridículos, sem a loucura de quererem ser "donos da MPB", talvez merecessem mais respeito.

A novela da 19 horas coloca o brega em seu lugar

O horário das 19 horas é reservado normalmente para as novelas mais cômicas. Isso não foge a regra atualmente, onde vemos Cheias de Charme, com uma trama que coloca a "cultura" brega na função de ridícula, de algo patético, feito para ser alvo de risada.

E é essa a função da breguice. O dia em que pararem de levar a sério e reconhecer que a cultura séria é totalmente diferente e algo que deve ser tratado separadamente, a cultura brasileira seguirá evoluindo tranquilamente, com os bregas limitados a seu universo cômico, se assumindo como palhaços sem máscaras.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Brega in the High Society

Foi-se o tempo em que os ricos ouviam música clássica e jazz e demonstravam uma personalidade sóbria digna de aprendizado e admiração. Hoje a regra é ser brega e tentar transformar mansões e apartamentos caríssimos em réplicas de barracos de favelas, com direito à trilha sonora as gírias e a falta de bom senso típicas de quem não teve uma educação adequada, pelo desprezo tradicional das autoridades às classes mais carentes. 

Os ricos de hoje, principalmente os mais jovens, na ingenuidade de pensarem que estão sendo mais justos com os pobres, passaram a agir como estes, como se isso lhes dispensasse de distribuir renda, já que os ricos nunca abrem mão de seus supérfluos e de privilégios. É uma maneira simpática de ser "melhor" que os outros.

Cada vez mais celebridades aderem ao estilo jeca de ser. Jeca, mas com "banho de loja". Ninguém vai sair na rua vestido como abajur. Mas agir como uma pessoa de bom nível intelectual, também nem pensar. O legal é agir como um favelado em uma festa, falando como tal, pensando com tal e ouvindo música como tal.

No programa do Faustão do domingo retrasado, o ator Jaime Matarazzo, nascido em "berço de ouro", descendente de duas famílias evidentemente ricas (embora faça papel de um pobretão estereotipado na novela das sete), falou ao Péricles, líder da extinta banda de sambrega Exaltasamba, que era fã dele. Em outra oportunidade, Ísis Valverde (que não é filha de ricos, mas enriqueceu com a carreira) participou no palco no show de comemoração dos 10 anos do grupo brega Aviões do Forró. Bruno Gagliasso é notório organizador de festas de "funk" carioca e Fernanda Souza ameaça se casar com o colega de Péricles no Exaltasamba, Thiaguinho, que de crooner de reality show se prepara para virar o sucessor do cantor brega Alexandre Pires, que está em decadência.

Estes são apenas alguns dos muitos exemplos de uma juventude rica que resolveu baixar as calças literalmente e numa atitude hipócrita e retardada, resolveu assumir um estilo de vida lançado por uma classe mal escolarizada, numa verdadeira marcha-a-ré da evolução social do país que rende muitos danos que poderão se agravar cada vez mais, nos prendendo a um complexo de vira-lata que nos sufoca no terceiro-mundismo que estagnará a nossa evolução coletiva.

É uma pena ver formadores de opinião desprovidos do senso do ridículo, e submisso a um modismo descartável, puxando o saco das classes carentes, como se isso pudesse compensar a má distribuição de renda que insistimos em não combater.

Com certeza não é nenhuma canção de brega que tará dignidade às classes populares do nosso país. Até porque não dá para ser digno e ridículo ao mesmo tempo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sistemados pelo Crucifa


Andreas Kisser, do Sepultura, gravou com os bregas Chitãozinho & Xororó, frequentemente escorraçados pelos fãs da banda heavy mineira.

João Gordo está há uns anos como contratado da TV Record, de propriedade dos bispos da Igreja Universal, duramente criticada por sua banda, a Ratos de Porão, através de uma de suas músicas.

Eu pensava que já tinha visto de tudo. Pelo jeito, nada é impossível. Nada mesmo.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sertanojo Universotário




- Não sei o que é que existe de universitário nesta bosta. Só se as vacas, as galinhas e os cavalos estiverem pagando para ter diploma.

- Dizem que é a volta às origens do "sertanejo". Só se for as origens do sertanejo de caubói estereotipado de Hollywood.

- João Bosco & Vinícius? Se a coisa pega, teremos "Renato Russo & Cazuza", "Lulu Santos & Lobão", "Gilberto Gil & Caetano", "Boris Casoy & Joelmir" e por aí vai.

- E a vaca e a verdadeira música caipira foram para o brejo...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Bobagens axezeiras


Os axezeiros, gente retardada, mas mercenária e arrogante, querem fazer de tudo para parecerem "legais". Olhem só estas "pérolas" colhidas do portal Ego, templo de futilidades:

Durval Lelys lança carnaval ecológico para 2011, em Salvador

Beijaço promovido por Claudia Leitte entra para o livro dos recordes

Nada de compromisso! O dono do ‘Rebolation’ está solteiríssimo

Grávida, Scheila Carvalho dá show de requebrado ao som do 'Rebolation'

Saulo Fernandes entra na onda do "rebolation" e enlouquece fãs

Com vestido curtinho, Ivete levanta o público de Belo Horizonte

Socorro!!!! Um bando de acéfalos soltos na rua!!!! Me tirem daquii!!!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Afinal, o que é Cultura?

Cultura é uma palavra muito bonita. O significado dela está ligado ao saber espontâneo de um individuo ou grupo, que acaba por trazer lições a sociedade que devem ser passadas por gerações. Lindo, não? Mas saibam que no Brasil, principalmente o dos dias de hoje, isso não acontece, transformando a palavra "cultura" num mero atestado de suposta qualidade para um monte de diversões fúteis que não dizem nada.

Para a maioria das pessoas, a palavra serve para justificar a permanência de qualquer atividade puramente lúdica, que na verdade só serve para que as pessoas possam se divertir. Não há nada errado nisso, pelo contrário. Se divertir é ótimo. 

O que é ruim é tentar dar um caráter de seriedade a uma mera brincadeira, achando que passando a mesma de gerações em gerações, irá tirar alguma lição disso. Bom, temos muitas seculares brincadeiras que duram anos e anos e que nada colaboraram para o desenvolvimento da sociedade, que permanece absolutamente a mesma, provando que tais brincadeiras são bem menos importantes do que se imagina. Talvez nem fizessem falta.

Tanto nas atividades lúdicas como na "cultura" de massa, há eventos que nunca cumprem a verdadeira função de cultura. São diversões puras, meras dancinhas que na melhor das hipóteses só serve para facilitar a sociabilização e como atividade física, gerando bem estar e saúde. Mas em matéria de conhecimento, de saber, como está incluído na semântica da palavra "cultura", nada trazem de produtivo. Absolutamente nada.

As pessoas deveriam para de justificar certos eventos com a desculpa de que é "importante para a cultura", verificando primeiro se os mesmos trazem alguma reflexão ou ajudam a melhorar a sociedade sobretudo no aspecto intelectual.

Diversão é diversão. É feita apenas para distrair, passar o tempo. Cultura é diferente: proporciona a evolução da sociedade. Não vamos misturar as coisas.

Quem quiser se divertir, aproveite. É bom se divertir. Só não fique espalhando que a sua diversão é de "máxima importância para a cultura local". Se continuar acreditando nisso, tem grandes chances de se decepcionar.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Funk: o lixo da cultura brasileira

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Renato traça um bom perfil desse lixo chamado "funk" carioca e compara com aquilo que conhecemos como "cultura" brasileira. Leiam com atenção.

FUNK: O LIXO DA “CULTURA” BRASILEIRA

Renato A. O. de Andrade - Blogue do Renatim

O funk é um “ritmo musical” bastante popular no Brasil, principalmente nas favelas do Rio de Janeiro. Embora tenha surgido nos EUA, foi gradualmente se modificando dentro das periferias, misturando com outros estilos como Axé, Forró, Rap, Hip Hop, Freestyle e Miami Bass até se tornar o que temos hoje. Porém, mesmo sendo um estilo muito apreciado por jovens e adultos da era moderna, o funk se configurou como o lixo da cultura musical brasileira. 

A cultura brasileira nunca foi de fato uma cultura, mas uma mistura de costumes que se alinham as mudanças sociais do povo, de acordo com o lugar onde se encontra. O funk é um movimento que joga por terra qualquer definição cultural de música e acaba usando a banalização para fazer sucesso. No funk, os ritmos são repetitivos, as letras erotizadas e as danças bastante sensuais. E porque isso? Simplesmente porque reflete a vida e o local de quem canta. Que quero dizer com isso, que todos os que morram numa favela são imorais assim como as letras nos sugerem? Não, não é isso. Mas que as coisas que se cantam no funk estão enraizadas no cotidiano dessas pessoas. 

Embora o estilo tenha vindo dos morros, ganhou surpreendente força dentro dos centros urbanos do Brasil, sendo apreciado até mesmo por pessoas ricas. Basicamente isso ocorre por causa do arquétipo brasileiro (um homem “de bem com a vida”, que “pega” várias mulheres, que vive bebendo com os amigos e cantando sambas nos fins de semana nos bares etc. e mulheres com bumbum avantajados, “corpo violão”, pele morena etc.). Ou seja, uma população que se baseia em suprir diariamente seus prazeres. Uma sociedade estritamente hedonista e sexista. O funk se aproveita desse arquétipo e vai até mais fundo. Uma análise dos aspectos do funk se segue abaixo, para que possamos entender o porque o funk se configura como lixo da cultura brasileira.

O FUNK E A SEXUALIZAÇÃO DAS MULHERES

É sabido de todos que o funk brasileiro tem letras, danças e costumes que banalizam o sexo e promovem a desvalorização do gênero feminino. As letras chamam as mulheres de animais como “cachorra”, “potranca”, “égua”, as danças são quase sempre encenações de pornografia e os costumes que cercam o funk, como vestimentas curtas e claramente sensuais das dançarinas, as qualificações de “mulheres frutas” com conotação sexual, as constantes referências às partes íntimas do corpo feminino tem feito do funk um verdadeiro instrumento de manipulação sexual. A depravação é tal que as próprias mulheres se iludem com os embalos do funk, dançando e crendo que estão sendo valorizadas, mesmo que como objetos sexuais… 

Não se respeita a dignidade da mulher, não se dá verdadeiro valor às mulheres, somente as reduzem a meros objetos de satisfação sexual masculina. O que se conclui disso? Que o funk é um dos maiores promotores da promiscuidade. Só se tem aumento de gravidez na adolescência, de abortos e de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens porque o funk dá uma grande ajuda. Como o funk ajuda? Ora, o funk canta sexo. Sexo vende e atrai. Assim, o funk ajuda na proliferação da promiscuidade e deturpa a sexualidade. Logo, as meninas ficam tão acostumadas ao sexo explícito entoado nas letras que acabam aceitando aquilo como normal ou até mesmo trivial e os rapazes ardem de desejo ao verem as mulheres se exibirem e se banalizarem daquela forma, que daí para a cama é só um passo a mais. Resumindo: o funk dá uma idéia errada tanto da mulher quanto do sexo.

O FUNK E A VIOLÊNCIA

Algumas letras do funk exaltam as facções criminosas que agem dentro das favelas. Outras fazem referência direta ou indireta ao tráfico, à prostituição e à violência. Mas é nos bailes funk que a coisa fica de fato feia. Na maioria dos bailes dá alguma briga que podem ter vítimas fatais. Depois de beberem tanto e se exporem a violência e ao sensualismo nas letras, os participantes dos bailes funk costumam brigar entre si, que acaba desencadeando outras brigas e por fim, mortes, roubos, estupro e tráfico de drogas e armas. Assim, o funk estimula a violência e o tráfico.

O FUNK E A “CULTURA” BRASILEIRA

Como disse antes, o funk é o lixo cultural da música brasileira. E porque? Como se não bastassem as constantes referências sexualizadas da mulher e ao apoio a violência, as letras do funk não tem conteúdo algum. São letras vazias, sem nenhum tipo de criatividade, somente com repetições ridículas, erros de linguagem, alto nível de decibéis e mesmo ritmo de tom que extrapolam o bom senso. Eu diria que nem merece ser considerada música ou manifestação cultural (deveria se chamar infestação cultural). No entanto, um decreto do Governo do Rio de Janeiro em 2009 promoveu o funk a patrimônio artístico cultural carioca… E porque? Porque com o funk fica mais fácil controlar a população. Controle através do caos. E a mídia, como sempre, dando seu apoio… Até onde eu sei, nenhuma pessoa intelectual gosta de funk. Assim, o funk é um ritmo da ignorância de uma cultura que de fato não é cultura.

O FUNK E AS IGREJAS EVANGÉLICAS

Aqui chego numa parte que me causa revolta. A igreja evangélica tem aceitado diversos ritmos musicais afim de aumentar o número de fiéis. O funk não ficou de fora. Com o intuito de “louvar a Deus” tem sido feito diversas adaptações do funk e denominado “Funk Gospel”. Com os mesmos embalos, somente mudando as letras das músicas mas mantendo a mesma rima. Resultado, temos mais um lixo dentro das igrejas, já não bastassem as músicas absurdas que se cantam por lá. Colocaram funk gospel por simples razão: atrair multidões. Funk é o ritmo do momento, logo, nada melhor do que funk gospel para os crentes de rabo quente… Então, mais dízimos e ofertas… e mais pessoas no inferno… Um absurdo!

Não podemos tolerar mais esse lixo em nosso meio. O funk tem sido a devastação da população brasileira. Temos que mostrar ao povo que existem outras alternativas muito melhores de cultura e música. Mostrar que uma mulher não pode ser tratada como objeto sexual, que elas tem valor e dignidade! De lixo a sociedade brasileira está cheia! Basta!

domingo, 24 de junho de 2012

Agora eu entendi porque breganejo se considera "moda de viola"



Como é que tem muita gente que acha que essas chatíssimas guarânias paraguaias tocadas de maneira errada representam a autêntica música caipira de nosso país?

Eu já descobri porque. Paraguaios são especialistas em falsificar as coisas. Vejam o caso do Chitãozinho e Xororó, os primeiros a corromper a música caipira.

Dá para ler "Made in China" na etiqueta presa aos violões dos trastes, que inclusive têm cara de chinês. Chinês do Paraguai, é óbvio.

Se a Larissa Riquelme não conseguiu enganar a gente, que dirá esses dois aí.

domingo, 17 de junho de 2012

Estudo mostra que crianças aprendem a falar palavrões mais cedo

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Nossa sociedade é estranha. Todos fazem questão de fazer filhos, mas educar que é bom, nada. Muita gente sem vocação e competência para ser pai ou mãe faz questão de ter filho para se auto-afirmar ou para provar para si mesmo que o corpo "funciona bem". Aí o rebento chega e ficam sem saber o que fazer. Eu mesmo não sei se tenho capacidade de criar uma criança. Por isso prefiro não ter filhos.

Sou daqueles que acreditam que pai e mãe são quem cria e educa. Fazer filho é muito fácil, o desafio é preparar um ser para esse mundo tão cheio de exigências injustas. Educar uma criança é missão para a qual pouquíssimas pessoas estão preparadas.

Não adianta tentar jogar a responsabilidade para escolas e professores. Nosso sistema educacional não forma caráter, apenas prepara para as profissões. O currículo escolar é exclusivamente criado com esta finalidade. Não existem matérias que ajudem a formar caráter. Isso é de responsabilidade de quem cria as crianças, pais ou responsáveis.

O resultado da falta de capacidade e da negligência na hora de educar os filhos está cada vez mais aparecendo, na forma de jovens egoístas, teimosos, arrogantes, ignorantes e agressivos. E isso está gerando danos em nosso cotidiano, sobretudo quando estes jovens chegam à maioridade, completamente despreparados.

Quem irá consertar esse gravíssimo erro?

Estudo: crianças aprendem a falar palavrões mais cedo

24 de setembro de 2010 • 12h37 - Site Terra

Estudo de Timothy Jay, psicólogo do Colégio de Artes Liberais de Massachusetts, Estados Unidos, aponta que crianças aprendem cada vez mais cedo a xingar e usar palavrões, segundo informações do site LiveScience.

A pesquisa comparou as crianças de hoje em dia com as das décadas passadas. Segundo Jay, em entrevista ao site, o crescimento do uso de palavras de baixo calão por crianças cada vez menores não é surpreendente, já que adultos também usam mais palavrões em comparação ao passado.

Jay também aponta que os pais, quando continuam usando palavrões mesmo tendo criado regras para evitar o uso por parte dos filhos, mostram hipocrisia e influenciam no uso por parte das crianças. Elas ficam confusas e não raciocinam quando é permitido e quando não é usar tais palavras.

O estudo conclui que o uso de palavrões, tanto de crianças como de adultos, equivale de 0,3% a 0,7% da fala diária de uma pessoa.

sábado, 16 de junho de 2012

Defensores de decadência musical apelam para "intelectualismo" para defender seus pontos de vista

Há exatamente 2 anos, eu recebi um texto "intelectual" de um cara que defendeu tanto o popularesco quanto o pop comercial americano. É um texto muito bem redigido, mas que não vou colocar aqui porque apaguei por falta de paciência. Como é que pode alguém usar um texto "intelectual" para defender coisas burras, curtidas por burros?

Hoje em dia as pessoas perderam a noção do que é qualidade musical e usa a popularidade e a aparência como termômetros de qualidade para determinados nomes da música.

Infelizmente a qualidade de nossa música vai caindo e temos que engolir essa decadência como "avanço", "evolução"?

Não quero que a música comercial deixe de existir. Quem não está preparado para ouvir uma música elaborada deve ter a sua própria música. Nos anos 80 tentaram jogar música de qualidade para os ignorantes, que acabaram não entendendo nada.

Cultura vem da educação. Educação ruim, ou feita por profissionais mal preparados, matérias inúteis ou da total negligência de pais e responsáveis, só geram cultura de má qualidade. Ou seja, burro, só é capaz de fazer burrice. Mesmo que lhe dê veriiz de "intelectualdade" a essa burrice.

A música comercial deve existir. Mas não deve substituir a música de qualidade nem servir de parâmetro para a "evolução cultural" de nosso país. A música comercial foi feita APENAS PARA DIVERSÃO e nunca deve ser levada à sério, ficando restrita ao meio para o qual ela foi criada.

Que os defensores entendam que respeitamos o gosto deles. É um direito. Mas o que não respeitamos é a cara-de-pau dos ídolos desses pseudo-intelectuais de tentarem se auto rotular de "a nova cultura". Até porque gostar de alguma coisa não é sinônimo de dar valor cultural.

Gente, é musiquinha para festinha, para dançar somente. Nenhuma lição de vida vamos tirar dos popularescos (axé, pagode "funk" "sertanejo" e brega) e do pop comercial americano. A única coisa é uma alegre diversão, uma sacolejada de esqueleto e a ressaca de ter que ficar pulando ao som de algo que nada tem a dizer. Depois volta tudo como era antes.

Parece que virou mania entre todos de tentar levar a sério diversões tão fúteis e inúteis, como se elas tivessem algo a dizer e fazer pela humanidade. Os fanáticos pela copa do mundo de futebol que o digam.

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COMENTÁRIO: Este blog não foi criado para satisfazer a opinião de ninguém. Se eles não gostam do que é escrito aqui, que não vejam este blog e se tranquem nas suas festinhas de bebedeira, ora. Para eles que as tendências do popularesco e do hit-parade americano foram feitas . Até porque só com a cara cheia para aguentar as besteiras que esses nomes cantam.

Estão de palhaçada com o Tiririca

OBS: Brilhante texto escrito pelo "provocador" Marco Araújo em seu blog. Resume a realidade do país, cheinho de analfabetos funcionais (que se acham o primor da inteligência, saibam disso), pois Tiririca é a cara do povo brasileiro, ignorante e cheio de mau gosto. O povo, infelizmente, merece os políticos que tem.

Estão de palhaçada com o Tiririca

Por Marco Antonio Araujo - Blog do Provocador - 2010

Se cassarem o registro da candidatura do Tiririca, assistiremos ao maior estelionato da história da República. Não se joga no lixo 1.353.820 votos. Isso, sim, seria um crime eleitoral.

Os juízes tiveram meses para impedir que o nome do palhaço chegasse às urnas. Não fossem tão lerdos, evitaríamos estar discutindo essa palhaçada e não haveria prejuízo nenhum.

Nossa Justiça tarda. E falha. Para complicar, tem uma forte tendência a ser preconceituosa e elitista. Negros, pobres e nordestinos que o digam. Escreveu, não leu? O pau come mesmo.

Em nosso país, educação é literalmente um artigo de luxo. O analfabetismo funcional é a regra para estimados 30 milhões de brasileiros. Isso em números oficiais.

Parlamentares são eleitos exatamente para representar o povo. E, lamento informar, Tiririca é a cara desse Brasil. Além de não ser mais ignorante do que muitos dos seus colegas de Brasília.

Se fossemos outra nação, esse pobre homem não receberia um voto sequer. Mas o fato é que ele atingiu seu mandato de maneira expressiva e soberana. Ninguém deveria ter o poder de lhe tirar essa conquista. É roubo.

O Congresso tem 513 deputados federais. Tiririca provavelmente será apenas um entre eles. Duvido que venha a ser o pior.

Vão cuidar dos fichas-sujas, senhores juízes. Deixem o circo para quem entende.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Música Brega foi feita para ser Comédia

Em tempos de decadência cultural, somada a ascenção das classes populares - chamadas de nova classe "C", através do consumismo, nota-se uma priorização da breguice e outras tendências que o bom senso considera ridículas.

Brega nunca foi feito para ser levado a sério, como está sendo, infelizmente, nos dias de hoje. A importância do brega para a cultura nacional é totalmente nula. Só serve para diversão mesmo. Como tirar lições de vida a algo criado por mentes tão ocas?

O problema é que a chamada "cultura" brega está sendo levada a sério por muitos, chegando a parecer que a cultura brasileira vai se "evoluir" com a aceitação de sua ruindade. Como se hoje ser ruim significa ser "melhor".

Mas o que muitos não sabem é que a música brega foi feita mesmo para ser comédia, para ser alvo de risada. Feliz é quem pensa desta forma. Reginaldo Rossi e Sidney Magal resolveram assumir como comediantes e se deram bem. Tanto que eu nem falo mal deles, pois eles entenderam a verdadeira função da breguice. Se Ivete Sangalo e Zezé Di Camargo, por exemplo, se assumissem como ridículos, sem a loucura de quererem ser "donos da MPB", talvez merecessem mais respeito.

A novela da 19 horas coloca o brega em seu lugar

O horário das 19 horas é reservado normalmente para as novelas mais cômicas. Isso não foge a regra atualmente, onde vemos Cheias de Charme, com uma trama que coloca a "cultura" brega na função de ridícula, de algo patético, feito para ser alvo de risada.

E é essa a função da breguice. O dia em que pararem de levar a sério e reconhecer que a cultura séria é totalmente diferente e algo que deve ser tratado separadamente, a cultura brasileira seguirá evoluindo tranquilamente, com os bregas limitados a seu universo cômico, se assumindo como palhaços sem máscaras.

domingo, 6 de maio de 2012

Viradão Cultural, mas pode chamar também de Gororoba Lúdica

Começou na semana passada, tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro, a série de eventos conhecida como Viradão Cultural (no Rio, o evento se chama de Viradão Carioca, felizmente menos pretensioso). Mas de cultural não tem nada, pois os eventos tem como objetivo a diversão pura, dando ênfase a formas ruins de "cultura".

Em tempos de decadência cultural, as autoridades acharam bom realizar estes eventos, já que a impossibilidade de sair alguma boa ideia que possa melhorar a vida dos brasileiros está garantida. Já imaginou que barulho esse vento daria se fosse na segunda metade dos anos 60, com cérebros em ebulição?

Mas hoje em dia, essa série de eventos é cultural apenas no nome, servindo de oportunidade para muita gente metida a artistas enganar a população com seu engodo e também se aproveitar da presença de alguns artistas de verdade - muitos artistas legítimos participam do evento, mas de maneira mais discreta - para criar uma associação.

Desde os anos 90, nossa cultura tem estado em franca decadência, que se torna alarmante nos dias de hoje. Infelizmente, muita gente cai nessa feito patinho, acreditando que estes farsantes mercenários que se auto-rotulam "artistas" são os porte-vozes da população brasileira.

Resta aqueles que não são enganados correrem atrás de outras opções que mostrem a verdadeira cultura, praticamente esquartejada pela mídia.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dado esculhamba - com razão - a banda de happy emo Restart

Quem sabe, sabe. Dado Villa-lobos (que tem a música clássica no sangue), guitarrista da melhor banda de rock que o Brasil (e uma das melhores do mundo também!) já teve, a Legião Urbana, deu a sua declaração, para uma revista, sobre a bandeca do momento, a Restart, que até agora não conseguiu agradar a nenhum verdadeiro fã de rock e que é apontado como a nova "boy band" brasileira, pois só agrada menininhas dee 10 aninhos que adoram as bonecas da Barbie.

Vejam a sabedoria do grande legionário:

"Eu nem vejo o Restart como banda de rock. É um veículo para que se venda camiseta, chiclete, álbum de figurinhas. Não é porque o cara pendura uma guitarra elétrica no pescoço e tem um baterista que isso é rock. É um fenômeno pop adolescente. Aliás, adolescente, não! É pré-adolescente. Nosso público nunca teve esse perfil"

Grande sacada de Dado. Quem faz boa música nunca deve se render a quem faz música ruim. Muita gente boa anda ultimamente elogiando muita coisa ruim. Parece que virou moda. Ainda bem que Dado não fez o mesmo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

UPPs proibem bailes "funk" nas favelas ocupadas

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Estranho. O governo é tão bonzinho com os funqueiros...

DEFENSORES DO "FUNK" PREFEREM FESTAS COM "PROIBIDÃO"

Por Alexandre Figueiredo - Mingau de Aço

Desesperados com a redução de espaços para seus eventos, os defensores do "funk carioca" afirmaram, em reportagem do Terra Notícias, que as Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro fizeram diminuir a ocorrência dos chamados "bailes funk", que agora só acontecem com autorização policial.

Sem querer defender as UPPs, expressão de um grupo político pouco confiável, nota-se no entanto que o outro lado, o dos "ativistas" funqueiros, também se expressa pelo sentimento de frustração em relação à medida, já que, aparentemente, o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito carioca Eduardo Paes são simpáticos à "causa" funqueira.

O que surpreende é que vários de seus entrevistados, quando falam da saudade de quando havia mais "bailes funk" em locais como Rocinha e Complexo do Alemão, assumem sua preferência aos "bailes" com o chamado "proibidão", variação do "funk carioca" com temáticas mais agressivas, várias delas com apologia ao crime.

CONTRADIÇÃO

Na reportagem, nota-se que um dos principais dirigentes funqueiros do país, o também intérprete MC Leonardo, da APAFUNK, caiu em contradição a respeito do "funk carioca", expressando sua solidariedade aos eventos com "proibidão".

"O funk não tem que educar ninguém", disse ele, contrariando toda a pregação que ele faz quando divulga o ritmo para professores e acadêmicos. Na famosa reunião dos funqueiros na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), há três anos atrás, quando foi decidido pelos parlamentares da casa que o ritmo era um "movimento cultural de caráter popular", MC Leonardo falou da a "possibilidade" do "funk carioca" ser promovido "em favor da cidadania".

Foi neste evento que o DJ Rômulo Costa, da Furacão 2000, afirmou que o "funk carioca" poderia substituir o exercício de redações nas escolas, a pretexto de atrair mais interesse e dedicação dos alunos. Foi aplaudido, pasmem, na ocasião, por gente em boa parte ligada à Educação.

Agora MC Leonardo muda o discurso, quando surgem as cobranças a respeito. Passou a defender o "proibidão", sob as mesmas alegações que o antropólogo baiano Roberto Albergaria fez em defesa das baixarias da música baiana.

Faz parte. Afinal, é uma intelectualidade (e seus associados, pois MC Leonardo é "protegido" de Hermano Vianna) financiada por empresas multinacionais, que desprezam o povo pobre. Para essa intelectualidade, o povo tem que somente consumir aquilo que as rádios empurram para ele, a título de "cultura das periferias".

Não há ética, nem estética, nem cidadania em jogo. É tudo consumismo. Enquanto isso, a intelectualidade vive feliz nos seus apartamentos confortáveis, certos de que serão aplaudidos de pé nas próximas palestras. Apesar das contradições de suas posições e da de seus seguidores.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Justin Bieber entra para "Os Mercenários 2"



Fãs de Selena Gomez, a supergata que fisgou o coração (e o bilau) do cantorzinho mais jovem do pop infantil americano, tremei: Justin Bieber entra para o elenco de brucutus de "Os Mercenários 2". Depois da confirmação do "rato" Bruce Willis e da possível confirmação do Grande Anão Branco Jean Claude Van Damme, agora é a vez do pirralho mostrar que é bom de porrada. As negociações estão adiantadas, como mostra a foto acima.

Para quem duvida é só tentar tascar um beijinho na Selena Gomez, que o fedelho fica uma fera.

segunda-feira, 12 de março de 2012

No discurso, é uma maravilha, mas na prática...

Todo mundo que leu nos meios de comunicação sobre o "funk" carioca, já deve ter percebido que nos textos que apresentam o "gênero", é aquela maravilha: poses de pós-moderno, referenciais intelectualizados e muitos elogios complexos, como se o "funk" fosse um tipo de cultura superior que acelera a evolução intelectual da sociedade.

Isso se não for tocado algum exemplar do "gênero", pois se for tocado, estará claro que esse discurso de defesa tão pomposo não passa de uma mentira elaborada para enganar a todos, dando a impressão de que o "funk" é importante para a cultura brasileira.

Mas quando a gente ouve, é aquele ritmo tosco, malfeito, batidas repetitivas, letras imbecis , muitas de conteúdo grotesco e way of life digno do mais grotesco dos trogloditas. "Funk" demonstra na prática ser algo tipicamente feito pelos "sem-noção" e os discursos de defesa não conseguem convencer quem tem uma visão esclarecida sobre o que acontece no mundo.

Tá na cara que esse "gênero" musical nefasto e muito mal feito vai cair com a evolução da sociedade, levando seus defensores junto. Pois quem defende algo tão indigno e baixo-astral, merece cair junto com aqueles que produzem esse verdadeiro cocô sonoro, que não para de ridicularizar e indignar o povo das classes carentes.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

"Funk" Carioca: quem defende não tem senso do ridículo

É sempre assim, vem um carinha com fala calma, geralmente um "intelectual" consagrado, falando maravilhas sobre o "funk" carioca. Fala das supostas qualidades musicais, da suposta criatividade de seus integrantes, da alegria do morro, do assistencialismo, da arte, blá, blá e blá.

Tudo parece lindo, maravilhoso, se não lembrarmos das características desse tal de "funk" carioca. Um ritmo pobre, grosseiro, mal feito, mal mixado, com coreografias que ultrapassam a barreira do rídiculo e do bom senso e o principal: comandado e executado por gente sem educação, sem cultura, sem classe, que só conhece as coisas através do rádio e da TV aberta, não procurando se informar em outros meios senão a mídia oficial.

Gente que não sabe ou não gosta de ler livros, que fala muito mal, que pensa pior ainda e que comete incoerências o tempo todo. Agora eu pergunto: devemos entregar as rédeas da cultura brasileira a gente desse tipo?

Para piorar, esse tipo de música tem acordos mútuos com pornografia e com a criminalidade, ou seja, além de ruim pacas, de ser feita por ignorantes (literalmete falando), ainda vai contra a moral, as leis e o bom-senso. Repito a pergunta: devemos entregar as rédeas da cultura brasileira a gente desse tipo?

É uma irresponsabilidade defender esse tipo de mentalidade e dar o título de patrimônio cultural a essa gentalha mais suja, irracional e indigna que porcos, o que sinaliza uma época em que a maioria da população adere às incoerências, talvez com uma peninha do povo pobre, achando que o "funk" carioca é a mais legítima manifestação de alegria desse povo. E não é.

O povo pobre é literalmente carente de tudo e isso cria uma insegurança que se transforma em vulnerabilidade. Aí vem um espertinho, com papo sedutor, se aproveitando do fato que sem educação, o indivíduo, já vulnerável a qualquer malandro esperto e a qualquer discurso envolvente, cai como um patinho nesse discurso e faz o que o malandro deseja. Isso acontece em todos os setores: saúde, segurança, e agora na educação e na cultura. E o pobre, ingenuamente acredita que está sendo valorizado.

Bingo! A sociedade agora está feliz! Os ricos não precisam mais dar dinheiro e nem oportunidades ao pobre para dizerem que "gostam de pobre". Basta balançar o popozão junto com eles, do mesmo jeito. Aí mais uma vez o pobre se sente valorizado, mesmo que falsamente.

A origem dessa porcaria toda está fazendo 20 anos ludibriando o povo pobre com essa tosqueira malfeita que usa erradamente o rótulo de "funk" para se promover. Quem entende de música sabe que essa pasmaceira não é "funk". Funk é James Brown, é Earth Wind & Fire, é Motown, é Tim Maia, King Combo e até mesmo Maroon 5 e Jota Quest , raramente rotulados como tal, representam muito mais o funk que os analfabetos culturais (tipo de analfabetismo em que se sabe ler, sabe escrever, mas não sabe o que é cultura e arte) dos subúrbios cariocas. Mesmo Michael Jackson, consagrador do gênero, grande papa do funk legítimo, discípulo de James Brown, não teve seu nome associado ao rótulo nos comentários sobre sua morte, talvez por desvalorização desse mesmo rótulo.

Os antigos bailes funk rolavam esses nomes que acabei de citar. Só que a partir de 1989, uns infelizes exportaram uma cretinice chamado "Miami Bass", grotesco, pornográfico e pobre em batidas e colocaram para rolar nesses bailes, absorvendo o rótulo.

Voltando ao assunto original, esses defensores parece que enxergam cabelo em ovo, falando mil maravilhas que não existem do patético e ridicularizante "funk" carioca, sem observar que esse tipo de música (se é que poderemos chamar isso de "música") é uma coleção completa dos maiores defeitos que encontramos em nossas vidas e em nossa cultura e que o Rio de Janeiro não precisa dessa poça-de-vômito musical para ter a sual cultura. Temos a maravilhosa bossa-nova, temos samba de grande qualidade e temos o rock carioca, iniciado com grande competência e qualidade pela Blitz, nas batutas do multi-homem Evandro Mesquita. O "funk" carioca é uma virose totalmente dispensável e desnecessária. É como cigarro: todos adoram mas nada faz senão gerar prejuízo.

Torcemos para que esse modismo acabe logo. Mas com certeza vai acabar, pois pessoas evoluídas e inteligentes descartarão logo esse rítmo tosco, como alguém que amadurece e larga a chupeta. Uma sociedade evoluída consome uma cultura evoluída e que os funqueiros vão fazer as suas batidas nos confins do umbral, que é o lugar reservado a gente brutal e atrasada que adere a esta bosta.

Funqueiros e simpatizantes: a idade das cavernas acabou há milhões de anos! Não tentem trazê-la de volta!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Funk não representa a favela

Um dos argumentos mais comuns dos defensores dessa moderna forma de grunhido que atende pelo nome de "funk" carioca é que o grotesco ritmo pertence e reflete o estilo de vida dos pobres. Isso é o que eu chamo de ofensa ao povo pobre.

Parece que esses defensores dessa atrocidade pensam que nós somos idiotas. Como é que algo claramente ridículo e tosco, malfeito, agressivo, ignorante, que expõe o povo das favelas ao ridículo, pode ser considerado "digno e sofisticado"?

Pensam que podem nos enganar com discursinhos pomposos, pensando que nós não conhecemos essa boçalidade que nos é esfregada na cara e nos nossos ouvidos a toda hora e de todos os meios. Conhecemos sim. E pelo jeito os defensores é que não conhecem o "funk" carioca. Principalmente os intelectualóides, que vivem fazendo elogios equivocados pensando em se tratar de um celeiro de obras-primas.

Para esses (in) dignos senhores intelectuais saberem, o "funk" carioca representa na verdade a volta aos tempos das cavernas, dos trogloditas. Tempos em que o animal então recém-transformado em humano aprendia a usar o cérebro.

Com tantas conquistas que tivemos dos séculos para cá, porque temos que voltar para o primitivismo? Somos obrigados a jogar fora toda a nossa evolução e experiência de vida para aceitar algo que diminui ainda mais o valor do ser humano?

E o povo pobre, que sofre diariamente com a má qualidade da saúde, da segurança, da infra-estrutura e sobretudo da educação, agora terá que aguentar a má qualidade de seu lazer, sobretudo na música? Música boa é só para rico? Nos obrigam a aceitar o "funk" carioca; não seria melhor induzir o povo pobre a ouvir música de qualidade, como Tom Jobim, Radamés Gnatalli, Pixinguinha e até Cartola*?

Que esses defensores dessa verdadeira sessão de humilhação da classe humilde que eles querem transformar em "cultura" (por vias escusas, é claro) possam reconhecer de uma vez por todas que quando a humanidade se evoluir, os funqueiros terão que assumir de vez as suas características de simples modismo e aprender a "cantar" na linguagem dos vermes, pois são os únicos que terão disposição para ouvir essas atrocidades que os MCs cospem em nossos ouvidos.

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* NOTA: Cartola, famoso compositor brasileiro, morava em uma favela, mas tinha inteligência e sensibilidade naturais, graças a isso, pode compôr obras-primas como As Rosas não falam, O Mundo é um Moinho e outros clássicos. Sensibilidade e inteligência claramente ausentes nos popularescos atualmente, sobretudo no grotesco "funk" carioca.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Como o "funk" carioca consegue adeptos estrangeiros



O que os mais esclarecidos sabem e a grande massa não, é que o popularesco brasileiro não tem boa aceitação nos paises desenvolvidos. Quando são aceitos, geralmente por uma minoria, são vistos como uma bobagem, como macaquinhos de realejo que fazem as pessoas sorrirem, só isso.

Mas nesses paises, de gente muito bem educada (que não aceita bem nem os próprios "gênios", como Michael Jackson, Whitney Houston, Kenny G, Britneys, Beyoncés, Emos, Boy-bands, que eles tentam empurrar para nós, povo deslumbrado), o popularesco é algo que não ultrapassa as barreiras do meramente risível.

O que dirá do medonho "funk" carioca, com seu som tosco, suas letras malfeitas e suas dancinhas ridicularizantes? Mas os funqueiros, modismo do momento que quer se impor como a nova cultura oficial do país, com objetivos claramente e puramente financeiros. E para isso, recebe a adesão forçada de artistas, intelectuais, políticos e o escambau, aqui no Brasil. Mas como são gente arrogante e teimosa, nunca estão satisfeitos e querem dominar o mundo.

Mas como não são reconhecidos pelas vias normais (tiveram que recorrer a ALERJ - e não ao IPHAN - para obter um título que não conseguem obter naturalmente: o de movimento cultural), o jeito é apelar.

Quando alguém envolvido (geralmente um acessor) com essa picaretagem que atende pelo rótulo - roubado (pega, ladrão!!!) - de "funk" entra em contato com algum nome estrangeiro, ele apresenta o dito "ritmo", assim na marra e vai fazendo o lobby, utilizando aquele discursinho pomposo que amansa o trevoso gênero "musical". Aí inventam que o tal nome estrangeiro está "interessado" no "funk", como se o tal "ritmo" estivesse fazendo sucesso no mundo todo. E o povo analfabeto, vulnerável a rapinas como esses funqueiros, cai direitinho na cilada, pensando que "seu" ritmo está estouradaço lá fora. É uma forma nova de jabá, para promover o "funk".

Nós, que somos esclarecidos e temos o senso do ridículo, sabemos muito bem que este estrume "musical" na verdade está com medo de sair da moda e levar seus envolvidos à falência financeira. Desesperados, apelam pra tudo para tentar o impossível: perpetuar algo grosseiro e rídículo, que tenta trazer de volta todo o primitivismo dos tempos das cavernas, ignorando que estamos em tempos de evolução.

Que os funqueiros, todos, vão fazer UGA-UGA pras paredes, pois o Século XXI não foi e nem será feito para trogloditas como eles. Num mundo evoluído não há espaço para funqueiros. Eu nem vou chamá-los de macacos por que os pobres bichinhos merecem respeito. Xingar os funqueiros dessa forma é ofender os macacos, gente muito mais evoluída que os defensores dessa grosseria "musical".

A evolução de música brasileira através da sua decadência? Essa não!

Os elogios exagerados à Wando e uma declaração da cantora Céu, além do sucesso de Michel Teló e da consagração de ritmos de mau gosto como o "funk" carioca e o tecnobrega, além de uma série de fatos que observo, acabam trazendo uma péssima notícia para a cultura brasileira. pelo jeito, muitos acabaram se convencendo de que a música brasileira vai se "evoluir" através de sua decadência.

Céu deu uma declaração de que acha "maravilhoso" a música brega, ouvida nas beiras de estrada. Outra cantora surgida simultaneamente com Céu, Tiê, já havia decidido regravar algumas músicas bregas em seu repertório. É triste pois essas cantoras não são bregas e não sabem que estão entregando as suas cabeças para a guilhotina.

Tudo está relacionado com a apologia a pobreza, que a mídia faz com insistente repetição e que a sociedade resolveu aderir. Até porque é mais fácil - e barato - comprar um microfone e uma câmera e dar a um pobre do que melhorar as suas condições de vida. melhorar a sua educação, nem pensar, já que pobre conscientizado é uma perigosa ameaça às elites.

Evolução se dá pela soma de qualidades, não pela sua subtração

Não sei que tipo de evolução as pessoas, incluindo alguns artistas e intelectuais querem para a música brasileira. Parece que todo o aprendizado que tivemos na música brasileira de muitos anos para cá deve ser jogado na lata de lixo, com a valorização de ídolos medíocres que nada fazem além do que algum cantor de chuveiro faz.

E é justamente essa similaridade com o cantor de chuveiro que é vista como "qualidade" pelos defensores do popularesco (axé, pagode, "sertanejo", "funk", brega e similares), já que estes acreditam que o que considero burrice e falta de vocação cultural é na verdade uma "pureza" que foi "recuperada" da música primitiva. Quem defende a decadência musical certamente confundiu precariedade com "pureza".

No passado notava-se um desenvolvimento da qualidade musical, que teve o seu auge na segunda metade da década de 60. Acreditava-se que tudo iria caminhar para a frente. Mas não caminhou. Um bando de bregas, já no início dos anos 70, já formatava a decadência musical por meio de cançõezinhas que pareciam ter saído de trabalhos infantis para uma escola. Coisas que negavam as qualidades novas que apareciam nas musicas que estavam se desenvolvendo.

Aos poucos, todo o aprendizado musical iria por água abaixo. Cada geração aparecia algo pior, e o ruim de antes, passa a ser considerado bom, tirando das pessoas a noção de "qualidade" transformando o medíocre em genial e levando os verdadeiros gênios ao esquecimento.

E essa falta de referenciais causada pelo esquecimento de nomes de verdadeira qualidade faz com que a música seja julgada não pelo que é, mas pelo que não é. Por exemplo, se numa época o axé de Chiclete com banana é considerado ruim, com o passar dos anos, surge algo pior, como o arrocha e o Chiclete com Banana, antes tido como o pior da música, passa a ganhar "respeito", só porque surgiu algo pior que aquilo que já era ruim. E desta forma, a qualidade musical vai gradativamente caindo.

Há esperança?

E a pegunta que não quer calar é: há esperança de não sermos mais enganados pela decadência cultural? Há se tomarmos algumas medidas:
- desenvolver o senso crítico
- ser mais exigente com a qualidade das músicas
- não julgar o valor cultural baseado no gosto pessoal
- não acreditar em tudo que a mídia oficial diz
- procurar referenciais do passado
- ler bastante livros sérios sobre música
- não ignorar os críticos musicais, mas ouvi-los com discernimento

Se estas medidas foram tomadas, talvez a breguice toda que se transforma em um modismo epidêmico caia de popularidade e possa desaparecer como uma brincadeira de criança que não co,bina com a maturidade de uma sociedade que necessita crescer.

A música faz parte da linguagem de um povo. E o popularesco é o nosso "gu-gu-da-dá" . Livremos dele para que possamos evoluir a nossa cultura e desenvolver nossas mentes. Senão ficaremos presos na infância insistente que achata a nossa auto estima.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sendo curto e grosso contra o "funk"

Não aguento mais essa gentalha ficar defendendo essa barulhada insuportável, repetitiva, violenta e pornográfica que vivem chamando de "funk" carioca (Favela Bass). Obrigar os pobres a se identificarem com tamanha porcaria é tão ofensivo, ou mais, que o comentário que um determinado jornalista, ex-caçador de comunistas, fez contra os lixeiros. Quem tem a mente no lugar sabe que esse "funk" é ridículo e indigno.

Na comunidade Eu odeio Funk, no Orkut, lancei o seguinte comentário, em resposta a um tópico que fala do Bonde do Rolê, lixo musical que tenta unir roquinho ruim com o "funk" carioca, axé e brega, com letras de baixo calão, só que feito no "sofisticado" sul do país. A quadrilha, que atende pelo nome de mau gosto, disse que o "preconceito com o funk" é apenas pelo fato de "serem pobres".

Com certeza, se eu "obrigasse" os pobres a ouvirem Edu Lobo, João Donato e Moacir Santos, os defensores do "funk" iriam reclamar.

Leiam meu comentário:

A rejeição ao funk, que NÃO é PRECONCEITUOSA (preconceituosos são os que ACEITAM o "funk", pois a palavra "preconceito" não é sinônimo de rejeição, como quase todos pensam - aceitar sem verificar também é preconceito) é por causa de sua BAIXA QUALIDADE MUSICAL e PELAS BAIXARIAS que aparecem associadas ao universo do "funk".

Todos aqueles que defendem o "funk" SEM EXCEÇÃO são ignorantes que só tem merda na cabeça e que odeiam pobres, pois gostam dever o povo humilde sendo ridicularizado dessa forma.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

El País defendeu o "funk", o Estadão assinou embaixo

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Para quem não sabe, o "El País" é um dos jornais de direita que estão sendo combatidos pela presidente Christina Kirshner. Ela apoiou o nefasto "funk", que segundo alguns, está sendo imposto goela abaixo aos brasileiros a mando dos EUA para que a população carente permaneça imobilizada.

EL PAÍS PUBLICOU TEXTO EM DEFESA DO "FUNK CARIOCA". E O ESTADÃO ASSINOU EMBAIXO

Por Alexandre Figueiredo - Mingau de Aço

O "funk carioca" em nenhum momento esteve fora da velha grande mídia. Ele é cria dela, faz parte dela. E mais uma prova disso é que o jornal argentino El País, em reportagem publicada há cerca de um ano, chamou a atenção para a "pacificação das favelas" como fator de "revolução" no "funk carioca", conhecido por suas letras chulas e por sua qualidade sonora ruim por natureza.

Sabe-se que El País é um dos veículos da grande mídia argentina, "perseguido" pela Ley de Medios da presidenta Cristina Kirschner, e a reportagem que publicou foi corroborada pelo colaborador do Radar Econômico de O Estado de São Paulo, Alcides Leite Trevisan, economista e professor da Trevisan Escola de Negócios.

Aliás, para todo efeito, continua valendo aqui o fato de que O Estado de São Paulo é um jornal oligárquico, da ultraconservadora famiglia Mesquita, que adota posições retrógradas desde que surgiu. E que acha melhor apoiar o "funk carioca" e o tecnobrega do que reconhecer as passeatas dos sem-terra, o sofrimento dos desabrigados de Pinheirinho e os protestos contra o desemprego, a violência contra as mulheres e o racismo.

Alcides Leite é figura muito querida pelo pessoal do Instituto Millenium, o famoso clube de intelectuais conservadores do país, versão atualizada do antigo IPES. E foi ele que havia citado a reportagem, apostando no mito de que basta o "funk carioca" abolir temas violentos ou pornográficos que "ficará melhor".

O economista cita um exemplo do "funk carioca" com temáticas "cidadãs", dentro daquela morosidade que conhecemos no chamado "funk de raiz" do começo dos anos 90. É o MC Henrico, intérprete do seguinte trecho, politicamente correto: "O exemplo dos jovens é uma arma e um bandido. Ainda sonho em ver meu filho armado com um livro".

Que livro o tal "filho" do funqueiro deve ler não se sabe. Talvez algum do Merval Pereira ou do Ali Kamel, quem sabe? Ou talvez algum da Yoani Sanchez, por exemplo. Ou, para começar, o tal livro de Pedro Bial, figura mais conhecida, sobre o "doutor" Roberto Marinho. Ou então um livro de Silas Malafaia e suas pregações "religiosas".

O que se sabe é que esse direitismo do "funk carioca" está se tornando mais claro e evidente. E o apoio da velha grande mídia a esse ritmo, independente de suas letras serem ou não "mais vulgares", isso é só um detalhe. O discurso de que botar letras "mais cidadãs" vai melhorar o "funk carioca" não passa de conversa para boi dormir.

Afinal, Valesca Popozuda e Mr. Catra fazem suas grosserias, e eles estão livres e soltos nos ambientes da velha grande mídia. As baixarias que eles promovem não os impedem de serem celebridades aparecendo nas revistas sobre famosos, na TV aberta, até mesmo no colunismo social.

E são até premiados com viagens ao exterior, como no caso da Valesca, que viajou para Hollywood. Quem é que banca essa "gente humilde", "pobre de marré de si", para excursionar no exterior é algo que merece investigação (alô, Caros Amigos, revista Fórum!! Acordem!!).

Botar letras "cidadãs" ou não, embora seja anunciado como uma "necessidade", acaba sendo algo secundário. Até porque o "funk" vende mais com temáticas e posturas mais chulas. E não serão letras "mais cidadãs" que farão o "funk" ficar melhor ou pior, até porque sua natureza sonora é sempre ruim. Mas interessa ao mercado manter o império do "mau gosto". Tudo às custas de uma intelectualidade empenhada em persuadir as plateias.

É como se diz a um desavisado: "É o capitalismo, estúpido!".

Funk nunca vai se dissociar de sexo e violência

Com toda a tosqueira e baixaria que fazem parte do "movimento" do "funk" carioca, concluímos que nunca, mas NUNCA, o tal ritmo irá se separar do sexo e violência. Simples. Como é um "movimento" de gente primitiva, grotesca, ignorante e gente desse tipo gosta de sexo e de violência, típicos de "bichos" que estão aprendendo a se "tornar humano", imaginar o tosco e hegemônico ritmo popularesco sem sexo e violência é imaginar o mesmo sem sua essência.

Já disse e repito: quando a sociedade se evoluir e todos se tornarem intelectualizados (não como os "intelectuais" de araque que querem se promover apoiando o duvidoso "movimento"), as tosqueiras porno-agressivas do "funk" carioca terão que cantar seus hinos de bostas para o ar ouvir, já que gente realmente inteligente não possui ouvidos para destilar toda essa droga.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Evidências que provam que "funk" carioca nada tem de cultura

O gênero "musical" mais arrogante e pretensioso do momento, que muitos insistem em chamar de "funk" carioca e que o nosso amigo e blogueiro Leonardo Ivo sabiamente propôs a chamar de Favela Bass (se bem que agora ninguém mais usa "favela", agora é "comunidade", pra ficar mais "bonitinho"), insiste em querer ser a "cultura oficial" do Rio de Janeiro (como se no estado não se produzisse outro tipo de música), com direito a um grande misto de shopping-center com museu que irá ser construído no Gasômetro (vai explodir! vai explodir!), para perpetuar o interesse puramente monetário dos donos de equipes de som, gente tão caridosa quanto Berlusconi, Collor ou qualquer fascistinha juvenil solto nas esquinas.

Esse ritmo que expõe o povo pobre a uma humilhação sem tamanho e que é ruim e incômodo de se ouvir nunca pode ser considerado cultura. Suas características justificam isso:

- Cultura gera conhecimento. Que conhecimento umas vozes gaguejando repetidamente frases sem sentido, com coreografias ridículas de empinamento de traseiro podem oferecer ao povo pobre?

- As letras e as informações musicais claramente mostradas nas "obras" daquilo que é conhecido como "funk", denuncia que os envolvidos possuem claramente um limitadíssimo nível intelectual. Típico de quem nunca leu ou pesquisou ou porque não pode ou porque não quis, devido à falta de incentivo educacional correto por parte do meio em que vivem. Mesmo as letras "de protesto" mostram tosqueira e falta de talento e falta de informação musical.

- A associação com a violência e com o sexo, eterna, graças a truculência estimulada pelo universo do tal gênero, mostram uma imagem errada do povo pobre e o coloca em uma situação humilhante e desrespeitosa, que só uma melhor qualidade na educação poderá tirar. E nem adianta dissociar o gênero ao sexo e à violência. Somente quem gosta de "funk" e gente violenta e pornográfica. Gente evoluída, classuda e verdadeiramente inteligente e culta, é muito exigente culturalmente e reprova o "funk"carioca.

- Tá na cara que as riquíssimas equipes de som não estão interessadas em valorizar o povo pobre. Querem enriquecer as custas dele (quem não tem paga a quem tem em excesso) e também manobrá-lo, já que o povo pobre é contestador em potencial, graças à má qualidade de vida que possui. E a "culturização" do "funk" é para perpetuar os ganhos financeiros.

- O "funk" carioca, além de tosco, não possui nenhuma obra-prima, seus ídolos aparecem e desaparecem feito cometas (como ocorre na dance-music), tem características evidentes de modismo e são dominados por Disq-jóqueis (os populares D.J.'s), o que tira de qualquer tentativa de autenticação. Na melhor das hipóteses, é feito para dançar e descartar.

- Como classificar de "cultura" um gênero que para começar, tem rótulo roubado de outro gênero que nada tem a ver?

Esses pontos mostram que o "funk" carioca nunca pode ser considerado cultura e quem apoiar o nefasto gênero, vai cair junto com ele, pois sociedade evoluída nunca tolera esse trogloditismo musical.